Os ossos dos calmos não são vistosos,
apenas recordações, perdidas no momento...
Não conseguiram estes imbecis ser gloriosos,
no seu viver estagnado e lento...
Mas foram bons, leves e amistosos,
presos em estar parados no tormento
de não ter dias de sangue e violência...
Ficaram vivendo, na serena paciência!
São admiráveis os espíritos inquietos,
aqueles que não se contentam com o nada...
Estes têm ao perigo, à morte e à vida afetos,
pela sua viagem dorida e honrada...
Poderão, eventualmente, não estar corretos,
os que querem uma vivência martirizada?
Como? É uma divina maneira de viver,
a destes que conseguem apenas tentar morrer!
Físicos e efémeros os que são
capazes de viver sem tentar mudar o mundo.
Existem, mas verdadeiramente não
vivem para conseguirem algo que seja profundo!
Eternos e modernos o que ficam,
torturando a sua mesma cultura.
Gritam e, verdadeiramente, crucificam,
qualquer passado de amor ou de ternura!
Os que param a sua vida,
acabam por perder uma alma sofrida...
Os que se sagram dominadores dos seus destinos,
hão de sagrar-se, com certeza, mais que divinos!
Há que deixar de viver na futilidade...
Ah, o atingir a espiritual imortalidade!
(A.O.)
terça-feira, 23 de outubro de 2018
Masoquismo
É tempo de deixar
que seja o mundo dominado pelas gentes
que nada mais querem que pensar...
Que se partam nas alamedas os nossos dentes!
É nada mais que uma rutura
de uma imensa intensidade
aquilo que proponho na cultura...
Que se tragam agora dor e vivacidade!
É uma vaga pútrida mania,
esta masoquista e brutal existência,
que quero que me esmurre com as pedras da agonia...
Que se revele na dor a nossa essência!
É este o lugar para que se faça
uma dolorosa mudança por meio de mutilações,
que atraem a alma como a luz atrai a traça...
Que se encham as ruas de exibições!
Chamo o presente turbulento!
Evoco mais nada que a minha ira!
Gritando, abandonei a lira,
assumindo um futuro bruto e sangrento!
Mas que sentido faz, não ser assim,
derrotado e espancado pelas ruas?
Neste inerente masoquismo que há em mim,
correm-me pela alma sensações nuas!
(A.O.)
que seja o mundo dominado pelas gentes
que nada mais querem que pensar...
Que se partam nas alamedas os nossos dentes!
É nada mais que uma rutura
de uma imensa intensidade
aquilo que proponho na cultura...
Que se tragam agora dor e vivacidade!
É uma vaga pútrida mania,
esta masoquista e brutal existência,
que quero que me esmurre com as pedras da agonia...
Que se revele na dor a nossa essência!
É este o lugar para que se faça
uma dolorosa mudança por meio de mutilações,
que atraem a alma como a luz atrai a traça...
Que se encham as ruas de exibições!
Chamo o presente turbulento!
Evoco mais nada que a minha ira!
Gritando, abandonei a lira,
assumindo um futuro bruto e sangrento!
Mas que sentido faz, não ser assim,
derrotado e espancado pelas ruas?
Neste inerente masoquismo que há em mim,
correm-me pela alma sensações nuas!
(A.O.)
sábado, 20 de outubro de 2018
"Árvore"
Uma árvore podre
e subjugada pela ocasião
a uma agonia em maldição do destino,
caminha.
Vai andando,
de ramos jovens e selvagens,
a árvore em direção ao abismo,
como um batalhão de gente,
com um sorriso na cara.
Sabendo de todo o seu medo,
a árvore ri-se a inevitável derrota,
a morte da sua humanidade...
Caminha a pútrida árvore,
de fracos ramos e impuras raízes,
com nada mais que alegria...
Vai morrendo a árvore,
mas
com as almas de quem não sabe da morte.
e subjugada pela ocasião
a uma agonia em maldição do destino,
caminha.
Vai andando,
de ramos jovens e selvagens,
a árvore em direção ao abismo,
como um batalhão de gente,
com um sorriso na cara.
Sabendo de todo o seu medo,
a árvore ri-se a inevitável derrota,
a morte da sua humanidade...
Caminha a pútrida árvore,
de fracos ramos e impuras raízes,
com nada mais que alegria...
Vai morrendo a árvore,
mas
com as almas de quem não sabe da morte.
sexta-feira, 19 de outubro de 2018
Quero lamber a vida...
Quero lamber a vida!
Um qualquer viver de divindade,
vivendo na insana futilidade
de ter a alma invertida,
daquilo que se diz normalidade,
por mais que não seja esta vivida!
(A.O.)
Um qualquer viver de divindade,
vivendo na insana futilidade
de ter a alma invertida,
daquilo que se diz normalidade,
por mais que não seja esta vivida!
Não quero uma alma parada,
num pequeno e parvo espaço.
num pequeno e parvo espaço.
Prefiro ter a vida acabada
e que seja brutalmente escasso
o que me faz puramente viver...
Ah, que quero agora morrer
se não puder ser mais que um fracasso!
e que seja brutalmente escasso
o que me faz puramente viver...
Ah, que quero agora morrer
se não puder ser mais que um fracasso!
Não se dará minha vida por derrotada.
Espero não vir a perder
a vontade, gritando assim, de fúria
a vontade, gritando assim, de fúria
Isto é um rimado escrever,
onde se vai cantando o mundo.
Vai-se gritando a minha lamúria
para ser algo mais profundo
Do que aquilo que pareço ser!
onde se vai cantando o mundo.
Vai-se gritando a minha lamúria
para ser algo mais profundo
Do que aquilo que pareço ser!
Ah, que quero ficar para a História!
Não procuro nada mais que a glória
com a qual não pude crescer...
(A.O.)
terça-feira, 16 de outubro de 2018
Alberto - Um velho
Foi no metro que conheci o Alberto - não o conheci, nem tão pouco sei se o seu nome será ou terá alguma vez sido "Alberto" -, mas para mim foi sempre esse o nome dele, pelo pouco tempo em que o vi e pensei tê-lo conhecido.
Alberto era um velho, careca e simples, que tinha acabado de sair do dentista, trazendo ainda resultados da sua última consulta nas suas mãos, marcadas pela idade, e entrado no metro de Lisboa, como se para voltar para casa, para junto da sua mulher...
Assumo que Alberto tenha mulher, não querendo ser mais nada que certo, na minha perceção daquilo que era o homenzinho que se sentou brevemente à minha frente num transporte público e que me fez pensar em escrever este texto sobre um velhinho qualquer da capital...
Voltará Alberto para casa, para uma mulher que ama (ou finge amar, apenas, talvez, pelo que poderá ter sido qualquer tipo de casamento de amor fingido - ou talvez tenha o amor acabado à muito e nenhum deles quer morrer sozinho)...
Depois de voltar para casa, verá a programação de sempre: aqueles programas em que gente ganha coisas, que podem ou não ser apresentados por obsesos comediantes, as notícias, que hoje em dia apenas servem para que se oiçam grunhidos do velho homem e, claro, as novelas da mulher...
Alberto não gosta das novelas da sua mulher, nem gostará assim tanto da mulher, mas fica casado com ela pela conveniência de se afastar do medo da solidão; e o que se diz por aí é que a mulher faz exatamente o mesmo!
Este velho de cara chapada, contornos da sua idade, pouco cabelo e óculos pequenos estava à minha frente, sentado com toda a simplicidade de idoso que já viveu muito, que não viverá muito mais, agora, procurando uma rotina normal e ordenada?
Que esconderás, Alberto, meu velho companheiro de carruagem?
Terás visto guerras e revoluções, um mundo em mudança e constante perigo?
Conta-me histórias com as tuas feições apenas, deixa-me que descubra quem és, Alberto...
Alberto era um velho, careca e simples, que tinha acabado de sair do dentista, trazendo ainda resultados da sua última consulta nas suas mãos, marcadas pela idade, e entrado no metro de Lisboa, como se para voltar para casa, para junto da sua mulher...
Assumo que Alberto tenha mulher, não querendo ser mais nada que certo, na minha perceção daquilo que era o homenzinho que se sentou brevemente à minha frente num transporte público e que me fez pensar em escrever este texto sobre um velhinho qualquer da capital...
Voltará Alberto para casa, para uma mulher que ama (ou finge amar, apenas, talvez, pelo que poderá ter sido qualquer tipo de casamento de amor fingido - ou talvez tenha o amor acabado à muito e nenhum deles quer morrer sozinho)...
Depois de voltar para casa, verá a programação de sempre: aqueles programas em que gente ganha coisas, que podem ou não ser apresentados por obsesos comediantes, as notícias, que hoje em dia apenas servem para que se oiçam grunhidos do velho homem e, claro, as novelas da mulher...
Alberto não gosta das novelas da sua mulher, nem gostará assim tanto da mulher, mas fica casado com ela pela conveniência de se afastar do medo da solidão; e o que se diz por aí é que a mulher faz exatamente o mesmo!
Este velho de cara chapada, contornos da sua idade, pouco cabelo e óculos pequenos estava à minha frente, sentado com toda a simplicidade de idoso que já viveu muito, que não viverá muito mais, agora, procurando uma rotina normal e ordenada?
Que esconderás, Alberto, meu velho companheiro de carruagem?
Terás visto guerras e revoluções, um mundo em mudança e constante perigo?
Conta-me histórias com as tuas feições apenas, deixa-me que descubra quem és, Alberto...
terça-feira, 9 de outubro de 2018
"Procurando a sensação absoluta"
I
Olho para os meus óculos e suspiro,
mas não há poesia que acalme a minha ânsia!
Tomo as letras como sentimento,
procuro criar essa poesia,
usar palavras para sentir tudo,
porque não o sensacionismo?
II
Desfaço-me em poemas,
devo fazer ódio e alegria nos versos,
mas primeiro...
Primeiro...
Primeiro incita-se a violência...
Para que me desfaça,
terá de haver violência,
maior que aquela entendida num suspiro
mirando um par de óculos...
Violência a sério,
violência à bruta e verdadeira!
III
Corro pelas pedras das ruas
e salto pelo alcatrão das estradas
que acompanham as grandes avenidas.
Nada disto é verdade,
mas é sentido como real.
Tropeço com a rapidez do meu passo,
vindo a rebolar
pelo chão que me vem a rasgar,
esfolar, ferir, mutilar,
até que possa morrer-me totalmente a alma.
Há ódio próprio em tanta chacina,
sendo que me odeio à medida que sou desfeito.
IV
Ali fico,
massacrado como a inocência de uma virgem
que descobre a liberdade de ser cruel...
Ali deitado,
entre carros que me atropelam
e as pessoas que nem me olham,
exaustas do que é moderno...
Totalmente desfeito de mim,
poderei fazer do que sou qualquer um,
provando-se a dor de morrer uma dádiva
de um sensacionismo hiperbólico.
Olho para os meus óculos e suspiro,
mas não há poesia que acalme a minha ânsia!
Tomo as letras como sentimento,
procuro criar essa poesia,
usar palavras para sentir tudo,
porque não o sensacionismo?
II
Desfaço-me em poemas,
devo fazer ódio e alegria nos versos,
mas primeiro...
Primeiro...
Primeiro incita-se a violência...
Para que me desfaça,
terá de haver violência,
maior que aquela entendida num suspiro
mirando um par de óculos...
Violência a sério,
violência à bruta e verdadeira!
III
Corro pelas pedras das ruas
e salto pelo alcatrão das estradas
que acompanham as grandes avenidas.
Nada disto é verdade,
mas é sentido como real.
Tropeço com a rapidez do meu passo,
vindo a rebolar
pelo chão que me vem a rasgar,
esfolar, ferir, mutilar,
até que possa morrer-me totalmente a alma.
Há ódio próprio em tanta chacina,
sendo que me odeio à medida que sou desfeito.
IV
Ali fico,
massacrado como a inocência de uma virgem
que descobre a liberdade de ser cruel...
Ali deitado,
entre carros que me atropelam
e as pessoas que nem me olham,
exaustas do que é moderno...
Totalmente desfeito de mim,
poderei fazer do que sou qualquer um,
provando-se a dor de morrer uma dádiva
de um sensacionismo hiperbólico.
Down My Face Tears Fell
Down my face tears fell
Endlessly like they were under a spell
They created a pool at my feet
Just as quick as my heartbeat
I told myself it was only a dream
That it wasn't what it seemed
Because my eyes were blurry
With the tears' hurry
I shouted some ugly words
That probably hit him like swords
I simply couldn't hold on anymore
I was truly too damn sore
But those words came back to me
Hit me like bullets I couldn't see
Numbed me like the effect of an opium flower
The taste of my tongue plainly sour
In the mirror I looked at myself in the eyes
Watched the tears fall like drops from the skies
I hoped that my bullets or swords
Weren't deadly words
Endlessly like they were under a spell
They created a pool at my feet
Just as quick as my heartbeat
I told myself it was only a dream
That it wasn't what it seemed
Because my eyes were blurry
With the tears' hurry
I shouted some ugly words
That probably hit him like swords
I simply couldn't hold on anymore
I was truly too damn sore
But those words came back to me
Hit me like bullets I couldn't see
Numbed me like the effect of an opium flower
The taste of my tongue plainly sour
In the mirror I looked at myself in the eyes
Watched the tears fall like drops from the skies
I hoped that my bullets or swords
Weren't deadly words
segunda-feira, 8 de outubro de 2018
"Eternidade"
Se a eternidade nos falhar,
teremos esta vida e o passado,
um passado de armas e sangue,
de conflitos e estrondos
e um presente que é agora apenas,
sendo passado em meros instantes,
pela velocidade do tempo.
A eternidade cai,
falha, nas garras da humanidade,
morrendo a mentalidade,
condenados os grandes ficam à lembrança,
ao seu trabalho e à sua herança.
Se a eternidade falhar continuamente,
haverá espírito algum que suceda?
O pensamento do ser humano
em moralidade e mente coletiva
é mutável e breve,
como um fôlego de vapor numa manhã fria...
Somos efémeros, nós humanos.
Somos instantes, nós espíritos.
teremos esta vida e o passado,
um passado de armas e sangue,
de conflitos e estrondos
e um presente que é agora apenas,
sendo passado em meros instantes,
pela velocidade do tempo.
A eternidade cai,
falha, nas garras da humanidade,
morrendo a mentalidade,
condenados os grandes ficam à lembrança,
ao seu trabalho e à sua herança.
Se a eternidade falhar continuamente,
haverá espírito algum que suceda?
O pensamento do ser humano
em moralidade e mente coletiva
é mutável e breve,
como um fôlego de vapor numa manhã fria...
Somos efémeros, nós humanos.
Somos instantes, nós espíritos.
sábado, 6 de outubro de 2018
"Poemas finais"
I
A besta alcoolizada rasteja no chão
e penso se acabarei este caderno.
Quanto faltará
até que se encerre o estilo
e se possam demolir as catedrais erguidas
nesta amostra de papel,
produto da intervenção da força humana
na delicada natureza?
A besta alcoolizada rasteja no chão
e penso se acabarei este caderno.
Quanto faltará
até que se encerre o estilo
e se possam demolir as catedrais erguidas
nesta amostra de papel,
produto da intervenção da força humana
na delicada natureza?
Isto não estão a ser estrofes,
nem tão pouco é prosa,
apenas palavras.
nem tão pouco é prosa,
apenas palavras.
A humanidade penetra-me o quarto,
no mais puro dos homens,
aquele que é bruto e irreverente,
no mais puro dos homens,
aquele que é bruto e irreverente,
filosófico e estúpido,
anacrónico e antagónico,
fora do seu tempo, bem conhece o homem dos bigodes...
Fala da noção da vida
e questiona o que será!
Fala da noção da vida
e questiona o que será!
II
O quarto está uma confusão?
O mundo está uma confusão!
Um caos lindo e bruto,
de nada mais que o natural humano.
O quarto está uma confusão?
O mundo está uma confusão!
Um caos lindo e bruto,
de nada mais que o natural humano.
Merda,
que o espírito é uma confusão,
uma falta de propósito que se conta
nos mais altos padrões de sociedade,
porque é lindo,
porque é vápido e fantástico,
ser-se niilista em tudo!
que o espírito é uma confusão,
uma falta de propósito que se conta
nos mais altos padrões de sociedade,
porque é lindo,
porque é vápido e fantástico,
ser-se niilista em tudo!
Armadas destes vermes
patrulham os mares da ignorância,
com esperança de morrer
e andar de quem sabe mais,
por serem mais miseráveis que outros!
patrulham os mares da ignorância,
com esperança de morrer
e andar de quem sabe mais,
por serem mais miseráveis que outros!
Ah, que me agonizam estes!
Pseudo-intelectuais da fúria de viver,
que fazem nada mais que nada,
porque o seu ponto é morrer...
que fazem nada mais que nada,
porque o seu ponto é morrer...
Exércitos destes ratos desesperados,
invadiram as ruas há muito,
tomaram as avenidas,
infetaram as cidades!
invadiram as ruas há muito,
tomaram as avenidas,
infetaram as cidades!
Sem saber vencer-se a si mesmos,
negar a sua filosofia e avançar,
ficam a condenar o lugar onde vivem!
negar a sua filosofia e avançar,
ficam a condenar o lugar onde vivem!
Marcham eternamente
para a sua própria destruição...
para a sua própria destruição...
Caminham lentamente para que morramos
todos.
todos.
III
Apunhalados escravos de outros,
que vos deixaram por serem mais que vós,
revoltem-se!
que vos deixaram por serem mais que vós,
revoltem-se!
Abandonem o vosso passado,
na tradição não há pensamento
que justifique inferioridade!
Levem acima o acaso e o caos da
na tradição não há pensamento
que justifique inferioridade!
Levem acima o acaso e o caos da
fúria de uma boa guerra,
façam tremer as bases e fundações!
façam tremer as bases e fundações!
E que se mandem abaixo essas bases,
lutem por algo novo,
algo mais que o nada
em que se baseiam...
Encontrem-se na agonia!
Fundam-se no caos, furiosos escravizados,
oprimidos pelo universo,
pela vida e por tudo!
lutem por algo novo,
algo mais que o nada
em que se baseiam...
Encontrem-se na agonia!
Fundam-se no caos, furiosos escravizados,
oprimidos pelo universo,
pela vida e por tudo!
Nada aceitem,
e rejeitem viver por nada,
não se juntando aos que vos oprimem
da vossa própria vontade
de algo melhor.
Partam as correntes do niilismo e da velhice!
Que algo novo brilhe num horizonte livre!
e rejeitem viver por nada,
não se juntando aos que vos oprimem
da vossa própria vontade
de algo melhor.
Partam as correntes do niilismo e da velhice!
Que algo novo brilhe num horizonte livre!
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