Procura elevar-te,
ser mais do que tu és,
em mais maneiras do que és…
Procura que em ti nasça um desejo,
desejo antigo de mais,
que antes era atingido por menos que tu tens.
Ah, mas que agora que nasceste é diferente!
Agora queres mais que eles dantes,
porque te achas mais e melhor que eles
e por isso não tens o desejo!
Mas procura,
porque vale a pena procurar a elevação…
ser mais do que tu és,
em mais maneiras do que és…
Procura que em ti nasça um desejo,
desejo antigo de mais,
que antes era atingido por menos que tu tens.
Ah, mas que agora que nasceste é diferente!
Agora queres mais que eles dantes,
porque te achas mais e melhor que eles
e por isso não tens o desejo!
Mas procura,
porque vale a pena procurar a elevação…
Já te nasceu o desejo à divindade,
dá para ver pelos teus olhos.
Estás diferente, mais astuto e determinado.
Estás modificado, a tudo estás aderente,
pelo que se nota que o desejo nasce.
Que belo nascimento!
O nascimento de um desejo de elevação,
de ser mais que tu,
de ser mais que mais que tu,
de ser divindade,
de até ser mais que um deus!
dá para ver pelos teus olhos.
Estás diferente, mais astuto e determinado.
Estás modificado, a tudo estás aderente,
pelo que se nota que o desejo nasce.
Que belo nascimento!
O nascimento de um desejo de elevação,
de ser mais que tu,
de ser mais que mais que tu,
de ser divindade,
de até ser mais que um deus!
Que se desafiem as religiões do mundo,
porque queres tu o poder,
queres tu agora ser o deus dos homens,
venerado na tua insatisfação por não seres nada!
Como és parvo por te veres assim,
e como são parvos os outros por não acharem de ti isso.
Ah, que nasceu!
Ah, que está cá o desejo de ser maior que tu…
Tornaste-te uma génese daquilo que queres ser,
uma génese que não passa disso,
ser que nunca se realizará…
porque queres tu o poder,
queres tu agora ser o deus dos homens,
venerado na tua insatisfação por não seres nada!
Como és parvo por te veres assim,
e como são parvos os outros por não acharem de ti isso.
Ah, que nasceu!
Ah, que está cá o desejo de ser maior que tu…
Tornaste-te uma génese daquilo que queres ser,
uma génese que não passa disso,
ser que nunca se realizará…
Mas perde-te…
Vá, perde-te,
naquela futilidade do desejo de megalomania,
naquela vaidade da sede de poder,
naquela inutilidade do humano!
Perde-te no desejo de melhorar e eleva-te,
porque só assim é que melhoras,
porque só assim é que vives!
Vá, perde-te,
naquela futilidade do desejo de megalomania,
naquela vaidade da sede de poder,
naquela inutilidade do humano!
Perde-te no desejo de melhorar e eleva-te,
porque só assim é que melhoras,
porque só assim é que vives!
Tu que quebras o impossível e atinges o divino,
numa superfície mental que é só tua,
numa visão social e irrealista que não é de mais ninguém…
É só tua,
toda tua,
esta vontade de seres tu e mais que tu!
numa superfície mental que é só tua,
numa visão social e irrealista que não é de mais ninguém…
É só tua,
toda tua,
esta vontade de seres tu e mais que tu!
Sê assim,
completo e divino,
divino e completo,
completamente divino
e divinamente completo!
Sê como és,
uma sé da fé qualquer que tens de ti,
o seu único praticante!
Sê só,
sozinho em câmaras de ti,
porque as câmaras que criaste despropositam os outros…
Pois despropositam, não é?
Os outros,
que inúteis que são,
mas não são inúteis para poder dizer-se que és um deus!
completo e divino,
divino e completo,
completamente divino
e divinamente completo!
Sê como és,
uma sé da fé qualquer que tens de ti,
o seu único praticante!
Sê só,
sozinho em câmaras de ti,
porque as câmaras que criaste despropositam os outros…
Pois despropositam, não é?
Os outros,
que inúteis que são,
mas não são inúteis para poder dizer-se que és um deus!
Elevas-te besta, em solto verso,
porque mereces,
és humano e mereces ser uma besta do submundo,
um monstro divino de ti mesmo,
forjado da parte forte e feia da sua vontade,
também ele feio, forte e cheio de vontade!
Elevas-te acima de tudo,
porque assim te achas,
superior aos anjos,
igual a deuses,
ou superior a eles, tal é superioridade ti!
porque mereces,
és humano e mereces ser uma besta do submundo,
um monstro divino de ti mesmo,
forjado da parte forte e feia da sua vontade,
também ele feio, forte e cheio de vontade!
Elevas-te acima de tudo,
porque assim te achas,
superior aos anjos,
igual a deuses,
ou superior a eles, tal é superioridade ti!
Elevas-te, agora que te vejo,
e é admirável que te eleves…
e é admirável que te eleves…
Tornas-te o sonho dos homens,
abandonando os homens,
descartando quem és,
trocando identidade pelo poder de seres mais que tu!
Era isso que queiras, não era?
Já não és humano!
Já não és nada,
senão a besta de um deus,
um deus que é uma besta, porque é uma besta que se elevou a deus!
És tu, isso,
repara bem, meu monstro divino,
armado da sabedoria eterna,
mas que não consegue ser belo ou bom!
abandonando os homens,
descartando quem és,
trocando identidade pelo poder de seres mais que tu!
Era isso que queiras, não era?
Já não és humano!
Já não és nada,
senão a besta de um deus,
um deus que é uma besta, porque é uma besta que se elevou a deus!
És tu, isso,
repara bem, meu monstro divino,
armado da sabedoria eterna,
mas que não consegue ser belo ou bom!
Ah, mas agora satisfizeste-te!
Cumpriste o desejo de seres mais,
chegaste à realização de ser divino!
E agora? Onde está o teu desejo,
para que lutas com a natureza,
para que guerreias com a vida,
se ganhaste todas as lutas com o natural
e conquistaste a morte com o poder?
Ah, descobriste o que é divino e gostaste,
aliás, até gozaste demasiado do que encontraste,
mas eis que morres,
estagnado no aborrecimento!
Eis que cais para o tédio!
Eis que amaldiçoas o poder,
porque agora é tudo fácil,
agora nada há que fazer e tudo já foi feito antes,
mesmo quando é tudo original!
Cumpriste o desejo de seres mais,
chegaste à realização de ser divino!
E agora? Onde está o teu desejo,
para que lutas com a natureza,
para que guerreias com a vida,
se ganhaste todas as lutas com o natural
e conquistaste a morte com o poder?
Ah, descobriste o que é divino e gostaste,
aliás, até gozaste demasiado do que encontraste,
mas eis que morres,
estagnado no aborrecimento!
Eis que cais para o tédio!
Eis que amaldiçoas o poder,
porque agora é tudo fácil,
agora nada há que fazer e tudo já foi feito antes,
mesmo quando é tudo original!
Cais em ti mesmo e percebes que a divindade não é desejável.
Queres voltar atrás, por isso abdicas de tudo para viver outra vez sem desejo…
Doce eterno retorno…
Queres voltar atrás, por isso abdicas de tudo para viver outra vez sem desejo…
Doce eterno retorno…