Corri,
fui simples e absoluta flecha
com sonhos absurdos
de chegar a qualquer coisa,
sem reconhecer que existe a realidade de cair.
Estava condenado à queda,
num voo que nunca foi voo,
porque nunca tive asas.
Tentei voar
sem assistência de penas
bem feitas das palavras alheias,
mas nada consegui...
Falhei, afogado na mediocridade
de mais alguém que se acha superior
por saber escrever por mero acaso...
sem assistência de penas
bem feitas das palavras alheias,
mas nada consegui...
Falhei, afogado na mediocridade
de mais alguém que se acha superior
por saber escrever por mero acaso...
Os meus sonhos de glórias grandes por outros exprimidos!
Oh, como nunca foram nada
estas demonstrações de fraqueza,
que se sagram agora simples sinais de negação....
O negar do peso inexistente do meu génio!
Ele nunca existiu, porque sou uma farsa,
uma vaga imitação de um poeta puro...
Oh, como nunca foram nada
estas demonstrações de fraqueza,
que se sagram agora simples sinais de negação....
O negar do peso inexistente do meu génio!
Ele nunca existiu, porque sou uma farsa,
uma vaga imitação de um poeta puro...
Finjo-me filosófico, culto e eloquente,
mas continuo sem me convencer de nada disso...
Nunca serei nada disso,
se tento apenas sê-lo ao lamentar-me que não sou nada!
mas continuo sem me convencer de nada disso...
Nunca serei nada disso,
se tento apenas sê-lo ao lamentar-me que não sou nada!
Arremessado pelo mundo à vida,
simplesmente escrevi com grandes sonhos e ilusões...
simplesmente escrevi com grandes sonhos e ilusões...
Deixem-me descansar, dar às asas queimadas
um fim devido, cair com a ponta da flecha no chão,
para que possa finalmente morrer...
um fim devido, cair com a ponta da flecha no chão,
para que possa finalmente morrer...
Nunca fui artista que se prezasse.
Puro? Apenas uma vaga imitação.
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