"É a luz dos letreiros que chamusca os insectos
imprudentes
O cinzento sombrio dos prédios do bairro, a churrasqueira, o costumeiro café e o bar de karaoke
Os rostos amarelados do café e do tabaco, café para despertar, tabaco para adormecer
A luz dos postes que encandeia os fatigados madrugadores e os insistentes semáforos autoritários
O pó conforta os carros e os velhos e sujos autocarros que mal cumprem os horários
Os jovens trabalhadores e as suas mochilas que alpinam.
O timbre resiliente e cansado da ponte que todos os dias sustenta os stresses e afazeres da gente.
É dia dos deveres laborais, académicos, procrastinar. Dia de viver, dia de morrer, viver para mais um dia, nascer para o mundo, viajar em nós ou partir para nunca mais voltar."
O cinzento sombrio dos prédios do bairro, a churrasqueira, o costumeiro café e o bar de karaoke
Os rostos amarelados do café e do tabaco, café para despertar, tabaco para adormecer
A luz dos postes que encandeia os fatigados madrugadores e os insistentes semáforos autoritários
O pó conforta os carros e os velhos e sujos autocarros que mal cumprem os horários
Os jovens trabalhadores e as suas mochilas que alpinam.
O timbre resiliente e cansado da ponte que todos os dias sustenta os stresses e afazeres da gente.
É dia dos deveres laborais, académicos, procrastinar. Dia de viver, dia de morrer, viver para mais um dia, nascer para o mundo, viajar em nós ou partir para nunca mais voltar."
Raquel Ferraz (Maio de 2017)

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